De tendência a item básico: por que hambúrgueres à base de plantas chegaram para ficar em Santa Catarina

Hamburguer

O consumo de hambúrgueres em Santa Catarina segue em alta, mas uma parcela crescente dos pedidos migra para versões 100% vegetais. Entre janeiro e abril de 2025, o estado registrou 3 milhões de pedidos de hambúrguer via iFood, um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2024, refletindo a consolidação dos plant-based burgers como opção habitual.

Benefícios ambientais e sustentabilidade

Produzir hambúrgueres à base de plantas consome até 90% menos água e terras do que a carne bovina, além de emitir significativamente menos gases de efeito estufa. Essa redução no uso de recursos naturais torna os plant-based burgers peça-chave em estratégias de mitigação das mudanças climáticas e proteção de biomas — uma preocupação crescente entre a população catarinense ligada ao ecoturismo e à preservação ambiental.

Perfil nutricional e saúde

Em comparação com hambúrgueres de carne, as versões vegetais apresentam teores similares de proteína (12–19 g/100 g) e gordura (11,6–15,6 g/100 g), porém com o acréscimo de fibras (1,2–6,3 g/100 g), ausentes no produto tradicional. A presença de fibras contribui para a saciedade e para a saúde intestinal, ao mesmo tempo em que elimina o colesterol, típico da carne vermelha.

Inovações em formulação

A tecnologia por trás desses produtos usa isolados e concentrados de proteínas de ervilha, soja ou trigo combinados a amidos e fibras funcionais, como metilcelulose e maltodextrina. Essas moléculas garantem textura e retenção de água semelhantes às da carne, enquanto ervas, especiarias e corantes naturais recriam o sabor e o aspecto visual do hambúrguer clássico.

Mercado catarinense e produção local

Empresas brasileiras como Fazenda Futuro têm investido em linhas de hambúrguer vegetal distribuídas em todo o país, incluindo Santa Catarina. O portfólio da marca é 100% à base de plantas, com neutralidade de carbono na produção, reforçando o compromisso sustentável que ressoa com consumidores catarinenses preocupados com a pegada de carbono de suas escolhas alimentares.

Consolidação como hábito de consumo

O plant-based burger deixou de ser apenas curiosidade para se tornar parte da dieta regular. Pesquisas de mercado indicam que, após a introdução nos cardápios de restaurantes e redes de fast food, esses produtos mantêm 40% de market share entre as alternativas de carne, provando que a tendência veio para ficar e redefinir os conceitos de sabor e responsabilidade socioambiental em Santa Catarina.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.